Plantio de Cedro Australiano realizado no final de 2011 – Coroamento das mudas após 1 ano

Como eu havia citato no artigo de julho/2012, realizamos outro plantio de Cedro Australiano.

O terreno escolhido, próximo a casa onde ficamos quando vamos à fazenda, tem uma camada inicial de pedras e terra… encascalhado mesmo! Nosso objetivo foi verificar se o Cedro Australiano era capaz de sobreviver nesse terreno mais “hostil”, dando assim viabilidade a esse tipo de área que até então estava mal aproveitada na fazenda.

Já sabíamos que terrenos desse tipo, pelo menos na região onde estamos (próximo a Sete Lagoas-MG), estavam sendo vastamente utilizados com sucesso em plantios de Eucaliptos… , mas queríamos mesmo era ver o resultado com Cedro Australiano.

E o resultado que temos até o momento é bom. Plantamos em torno de 600 mudas em 1 hectare (bem acidentado) e hoje contabilizamos uma perda inicial de 30 a 40% do total plantado.Resultando ruim? Acredito que não, pois não estamos irrigando essa área, como fizemos no nosso primeiro plantio de Mogno Brasileiro, Cedro Australiano e Guanandi. A falta de água em abundância impacta demais na velocidade de crescimento das mudinhas. Prova disso é que elas estão realmente pequenas ainda, mesmo já se passando 1 ano de plantio.

Para melhorar as condições das mudas restantes, realizamos no final de novembro/2012 um coroamento total no plantio. E eu e Gustavo é que iniciamos as atividades para desbravar o mato que sobrepunha as mudas, eu função do tempo que demoramos para fazer essa atividade. As mudas estavam muito cobertas pelo mato e não havia como aplicar Herbicida sem antes deixá-las completamente a mostra (caso contrário a pessoa que vai aplicar o remédio não consegue indentificá-la!). Resultado: mãos cheias de bolhas e toda arrebentadas de tanto capinar (mãozinha de gente da cidade é assim mesmo….. não aguenta nada)… Mas vontade não falta e gostamos bastante dessas atividades.

Alguns de vocês podem pensar:… que pessoal despreparado… Por que não vem coroando esse plantio e mantendo as mudas coroadas desde o início?“. Resposta rápida: optamos em deixar as plantas dessa área protegerem as mudas durante o período de seca. E podemos afimar: deu certo! Como esse plantio não está sendo irrigado, fica complicado deixar as mudas todas expostas ao sol durante o período do ano sem chuva. E o mais interessante: durante a noite e madrugada, o orvalho cai sobre as plantas e, no cerrado, é possível inclusive ver o terreno bem molhado, mesmo em tempos de seca. Moral da história: sempre que abríamos o mato em volta das mudas para vê-las de manhãzinha, era possível notar ótima umidade no terreno. Com certeza isso foi fator fundamental para manter as mudas restantes vivas! (Claro, em contrapartida elas não desenvolveram tanto…).

O que vamos fazer agora é tirar esse abafamento do mato em volta das mudas, já que estamos em época de chuvas. Elas precisam de sol para desenvolverem. Iremos jogar adubo para completar a “Operação Crescimento”.

Depois que capinamos ao redor das mudas e deixamos todas a mostra, foi feita em seguida a aplicação do Herbicida na quantidade de 1 ml do produto por litro d´água. O produto é tóxico e requer equipamento de proteção para aplicá-lo como luvas, máscara e bota. Evitar o contato do produto com a pele também!

Nessa foto abaixo é possível ver como fica uma sequência de mudas após a aplicação do Herbicida. Essa imagem abaixo não é do nosso plantio, mas ilustra perfeitamente como está a situação. É impressionante como o mato seca todo no local aplicado! Se tiverem interessados em saber como os Herbicidas atuam, sugiro essa leitura.

Utilização de herbicida para o coroamento de mudas

Bom, com sempre costumo informar em nossos artigos: essas foram ações que tomamos em função de observações e conhecimentos que meus irmãos tem a respeito de plantio e plantas. Sintam-se a vontade para discordar e dar opinião a respeito. Será um prazer aprender com vocês.

Já tive notícias que nosso funcionário já aplicou inclusive o adubo. Quero postar fotos no final de janeiro/2013 para mostrar a situação da evolução das mudas.

É isso aí, companheiros. Desde já gostaria de desejar um feliz natal e ano novo a todos! Sucesso com seus projetos e que possamos continuar ajudando sempre o nosso planeta, ganhando dinheiro ao mesmo tempo (Por que não?).

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Abraço a todos e continuem conosco!
Guilherme

Situação em junho/2012 do primeiro plantio realizado (Guanandi, Cedro Australiano e Mogno Brasileiro)

Olá companheiros que dão duro em seus projetos de plantio por todo o Brasil (e pelo que ando vendo pelos acessos de nossos visitantes, tem gente nos acompanhando no mundo inteiro!)

Faz algum tempo que não escrevo sobre o primeiro plantio que fizemos, então estão aí algumas fotos da atual situação (em junho/2012).




As primeiras fileiras, onde utilizamos mudas plantadas a partir de sacos plásticos grandes, estão bem maiores que as demais. Isso por certo aconteceu pelo fato de terem se desenvolvido muito bem quando novas. Suas raízes já estavam bem maiores que as mudas plantadas a partir de tubetes.

Os examplares mais próximo a cerca são os mais desenvolvidos e vieram de sacos plasticos grandes, quando mudas:

Árvores em torno de 4 metros em média. Algumas com 5 metros.

As mudas menores, plantadas a partir de tubetes e, claro, com desenvolvimento bem inferior com relação as de sacos plástico, podem ser notadas um pouco mais ao fundo, como mostra a foto abaixo:

Mudas mais ao fundo (plantadas a partir de tubetes), com desenvolvimento atrasado com relação as plantadas a partir de saquinhos plásticos

A irrigação parou de ser feita e soltamos gado na pastagem para assegurar um controle sobre o braquiária que cresce muito ao redor, principalmente em períodos de chuvas frequentes. Estamos assim com um pasto exatamente como queríamos: espécies de árvores nativas de bom valor agregado e em desenvolvimento, e o pasto ativo para utilização com gado. O terreno não está parado (atividade agrosilvopastoril).

Nesse momento houve rotação dos bezerros que estão engordando e não tirei fotos deles comendo… seria o ideal para ilustrar. Mas, é fato que esse braquiária está mais baixo por eles estarem comendo nesse piquete.

Abaixo outra foto das árvores em crescimento. A direita temos um eucalipto de uns 12 metros de altura. Queremos ver todas as árvore do tamanho desse eucalipto (com caule mais grosso que o do eucalipto, claro!)

Mogno Brasileiro com 5 metros. A direita, um eucalipto antigo que temos como referência de altura. Ele tem uns 12 metros.

Eventualmente realizamos adubações com NPK. Não fizemos mais adubações foliares. A praga do mogno (lagarta) não atacou nesse ano e as mudas atacadas no ano passado estão se recuperando muito bem. Tivemos uma quantidade expressiva de árvores atacadas pelo praga, mas poucas realmente vieram a morrer ao final. Agora com relação as formiga….putz…..as formigas………………..

Os Cedros Australianos foram e são atacados por formigas a todo o tempo… e SEMPRE fazemos controle. Mas a luta é grande e interminável. Como sempre digo: a gente dorme, mas as formigas não! Então tem que ficar experto e não vacilar. Tem que andar dentro da área plantada e jogar remédio, além de andar num bom perímetro fora da área.

Os Guanandis tem o crescimento muito lento, impressionante. Mas dentre os percentuais de perda de mudas, os Guanandis tiveram o menor. Com certeza é uma ótima opção de plantio para o cerrado brasileiro, apesar da demora no crescimento. Elas estão “em casa” aqui nos solos de Minas Gerais, pelo menos é o que percebo, e nada as atrapalha (pragas, etc). Inclusive nesse ano, mesmo com 2 metros de altura, já deram frutinhos! Foi bacana ver essa cena!

O sistema de irrigação que fica ao lado desse plantio está sendo usado para outras finalidades. Os canos secundários da irrigação (que passavam no pé das plantas e gotejavam) foram retirados.

Bom. Essa é a situação do nosso plantio. Espero que tenham gostado das notícias. É bastante interessante ver as primeiras fotos do Blog com as mudas plantas e agora ver essas… A coisa está evoluindo!

Como havia citado em artigos anteriores, fizemos mais 2 plantios, ambos de Cedro Australiano. O primeiro não deu certo, pois optamos por um terreno inviável de utilizar irrigação e tivemos problemas sérios com cupins e formigas. Com era mais longe da casa e não demos a atenção necessária, perdemos praticamente tudo.

O segundo plantio de Cedro Australiano está indo até bem. Plantamos em um terremo próximo da casa onde ficamos, pedregulhado e também estamos fazendo algumas experiências. Não está tendo irrigação. Se der certo, talvez iremos plantar mais nesse tipo de terreno (pois lá em casa tem uma parte grande, morrada e de cascalho). Se tivermos sucesso, essa área será finalmente produtiva para a fazenda.

Em breve quero postar fotos desse último plantio de Cedro Australiano.

Abraço a todos e continuem conosco!

Ataque da Hypsypyla grandella (broca da ponteira) no Mogno Brasileiro!

É gente, não teve jeito. Ela apareceu. E fez estragos. Nossos Mognos Brasileiros sofreram ataque da Hypsypyla grandella (broca da ponteira)! Os Cedros Australianos e Guanandi nada sofreram.

Bom, para mostrar como isso aconteceu, tirei algumas fotos e fiz 2 videos. Percebam como a broca ataca. Os ovos são depositados entre a parte nova da planta (parte verde clara que se desenvolveu depois das primeiras chuvas em novembro) e uma galha, ou seja, bem na junção. Nas fotos vocês perceberão isso.

Espécie bem desenvolvida - Mogno Brasileiro

Uma vez que o ovo eclode, a lagarta começa a descer dentro da ponteira que é macia (já que acabou de crescer devido as primeiras chuvas que a planta recebeu), comendo o miolo da mesma. As galhinhas superiores dessa nova parte da planta começam a murchar após o ataque e uma tipo de serragem (mas creio que seja o escremento da lagarta que comeu e eliminou) fica a mostra. Veja nas fotos.

Ataque de broca no Mogno Brasileiro

Para eliminar o problema, cortamos com canivete até onde a broca atacou. Fizemos isso em todas as plantas atacadas. Não sei se isso é o mais certo, mas alguma coisa precisava ser feita para eliminá-las das plantas. Numa mesma planta pode haver várias lagartas. As plantas atacadas, na grande maioria, tinham mais de 2 metros. Creio que não afetará a continuidade do desenvolvimento das mesmas. Iremos monitorar isso e assim que perceber alteração do desenvolvimento delas, coloco fotos aqui para analisarmos juntos. Um detalhe que percebi é que a broca não chega até a parte “antiga” do caule (abaixo na parte nova, que de desenvolveu após as últimas chuvas). A broca parece gostar de consumir a parte macia, novinha.

Ápice destruído pela broca

Iremos providenciar a compra do colacid para sanar o problema. Ainda não encomendei o produto.

Desde já gostaria de pedir desculpas por erros técnicos no que eu disse nos videos. Muita gente aí é da área, me corrijam, por favor. Não quis editar o video e colocar um texto mais técnico (sugestão dos meus irmãos), porque estou numa correria só. Acho que o erro horrível que cometi aí no video foi falar toda hora LARGATA. Acho que estava emocionado em falar em público.

: )




Acesse os vídeos (e cliquem nas propagandas do Google nos videos, se quiserem ajudar o BLOG!!! Não custa nada!):

1- http://www.youtube.com/watch?v=q66nHuf07Fg
2- http://www.youtube.com/watch?v=Zefg5mgpUbc

Vocês perceberam que nossas plantas estão no meio de braquiária. As plantas estão coroadas e faremos uma limpeza maior o quanto antes. Estamos pensando em soltar bezerros para consumir o capim também, não decidimos ainda. Creio que temos que ficar espertos, pois podem comer as folhas do Mogno Brasileiro.

Broca do mogno brasileiro

Bom é isso… Fiquem atentos ao ataque. Previnam-se com o colacid. Por favor, os técnicos que souberem de outras formas de eliminar o problema, nos avisem aí! Como nosso plantio é de apenas 1 he fica fácil dar manutenção, mas imaginem plantios enormes!!!! Inviável!

Abraço e ótimo 2011 a todos!

Resposta aos comentários dos últimos meses e novo artigo ainda esse mês

Olá a todos.

Demorei um bocado, mas respondi grande parte das perguntas e comentários que a turma andou postando no blog. Obrigado pelos elogios. Aguardo comentário de vocês sobre evolução do plantio de vocês também. Comentem aí!

Muita gente faz pergunta sobre assuntos muito abordados e já bem respondidos. Sugiro que utilizem o mecanismo de busca, no topo a esquerda do blog, para tentar encontrar o que procuram antes de perguntar. Isso pode agilizar a resposta para vocês.

Tivemos problemas com a larva/broca do mogno brasileiro no plantio. Tiramos fotos, fizemos video dela e como fizemos para retirá-la das mudas atacadas. Ela virou estrela de cinema na minha mão no meio do plantio, de tanta foto que tirei. Mas essa estrela de cinema eu passei a faca e matei todas…. Raiva sô!

Ainda esse mês posto esse artigo mostrando isso.

 


Coloquei uma nova página referente a Incentivos e Anúncios aqui no Blog (http://www.mognobrasileiro.com.br/?page_id=112). Trabalho com internet há tempos e esse tipo de abordagem é bem comum fora do país. Duvido que venha a dar certo aqui no Brasil, mas tentar não custa.

Abraço a todos!
Cuidado com a broca geeeente!

Problemas também com o Mogno Africano plantado no Brasil

O Mogno Africano também tem seus problemas no cultivo, conforme postado por Fabricio Angelo em seu Blog: http://midiaemeioambiente.blogspot.com/2010/08/pragas-controladas-sem-impacto.html

Na citação exata sobre o Mogno Africano desse link acima, ele escreve:

“(…) Resistência dos produtores

O INCT de Controle Biorracional de Insetos Pragas também está colaborando com a eliminação de uma doença que atinge o mogno africano (Khaya ivorensis). Essa espécie fornecedora de madeira foi importada com o intuito de substituir o mogno brasileiro (Swietenia macrophylla), alvo da lagarta da mariposa Hypsipyla grandela.
[




Entretanto, embora resistente à mariposa, o mogno africano começou a ser alvo de um fungo que atinge o seu tronco e o deforma, inutilizando a parte comercialmente mais valiosa da planta. O trabalho conjunto com a Ceplac do Pará objetiva encontrar uma solução para o problema.

A pesquisa foca ainda em diversos tipos de lagartas que atacam lavouras. Estão em testes substâncias naturais que inibem o desenvolvimento de suas larvas ou que produzam insetos incapazes de atingir uma plantação.

Embora ambientalmente mais saudável, o controle biorracional de pragas enfrenta um grande obstáculo para sua aplicação: a resistência dos produtores rurais.

“Esse é o maior obstáculo, não apenas no Brasil, mas em diversos outros países. Muitos produtores consideram mais fácil a aplicação de inseticidas e a eliminação completa do inseto causador do problema, ainda que ele seja importante para outras plantas e culturas”, lamentou Maria de Fátima.
INCT de Controle Biorracional de Insetos Pragas: http://www.cbip.ufscar.br “.
Bem interessante também o ponto de vista sobre os insetos que tanto desejamos matar,(chamamos de pragas), mas que tem papéis importantes na natureza… É necessário bastante cuidado ao realizar nossos projetos para fazer sempre a coisa certa, tentando atrapalhar pouco a natureza.
Abraço a todos!

Nosso segundo hectare plantado

O segundo hectare está plantado e as mudas já estão crescendo. Dessa vez não tem Guanandi: é só mogno brasileiro e cedro australiano, plantados um diferente do outro na sequência, sempre variando.

Tivemos problemas com cupim e formiga e, aliás, persistem as formigas, mas de forma controlada. Está sendo necessário vistoriar o terreno semanalmente.

Ficar sem vistoriar significa perder mudas plantadas na certa. Formigas fazem mais hora extra do que médico de Hospital de Pronto Socorro. (aliás, trabalham a noite também que é uma beleza! Cortam tudo!). Quem dera se fôssemos bons de serviços como elas. Segue aí um video muito interessante de como é a organização das formigas. Vale a pena assistir!!! (As saúvas – Uma sociedade de formigas)




Mesmo com toda essa vistoria e cuidado no plantio, houve uma perda por volta de 25% das mudas plantadas. Fizemos 3 replantios, mas nossas mudas estavam pequenas demais no replantio e sofreram com o sol forte e período sem chuva de 3 semanas.

Graças a Deus choveu nessa última semana (como já disse no artigo anterior, esse novo plantio não tem irrigação). Choveu forte inclusive. Isso deu força para todas as mudas plantadas no novo terreno. Os 75% restantes estão evoluindo muito bem e já tem muda com dois palmos de comprimento.

Essa parte da nossa fazenda tem uma terra boa, mas o terreno estava muito batido e, claro, passamos trator para preparar o solo. Em seguida, furamos os buracos para as mudas. Isso tudo aconteceu em dezembro 2009 e janeiro/2010. Reposições de mudas que morreram aconteceram até início de fevereiro.

No final de 2010 e início do ano que vem, quando entrarmos novamente no período de chuvas, provavelmente iremos fazer o novo replantio, com mudas maiores que já estamos fazendo desde já. Reparamos que, para plantios onde não há irrigação ou período extenso de chuvas, é interessante plantar mudas mais desenvolvidas. Mudas muito novas sofrerão demais em períodos de sol forte e falta de água, mesmo no período de chuvas.

Bom, enquanto isso, um dos nossos exemplares de mogno brasileiro no plantio irrigado já está com uns 3 metros ou mais. Temos exemplares de cedro australiano nesse plantio com uns 2 metros. Guanandi estão com uns 1,80m mais ou menos. (Citei aqui os maiores exemplares do plantio irrigado. Existem exemplares que estão menores, mas estão todos evoluindo bem). Nosso plantio irrigado irá fazer 2 anos em breve.

Em breve contaremos aqui como está o comportamento dessas 2 espécies no plantio novo, sem irrigação, e poderemos concluir quem está se saindo melhor: cedro australiano ou mogno brasileiro. Espero que dê empate e ambos estejam ótimos, senão vamos ter que plantar de novo e minhas costas vão estourar.

: )

Abraços e ótima semana a todos.

Blog Mogno Brasileiro em 2010!

Gente, que correria viu! Final de 2009 com mil coisas para resolver, eu ainda ficando noivo e correndo atrás de mais 1000 coisas no trabalho agora em 2010 (tenho empresa de desenvolvimento de sistemas www.triadbrasil.com.br).

Mas os plantios continuam!




O plantio irrigado, (esse que sempre relato no blog) está bem desenvolvido! Tem espécie de mogno brasileiro, cedro australiano e guananti bem maior que eu (estão com uns 2 metros)! Isso com pouco mais de 1 ano. Estamos bem satisfeito com o custo/benefício do nosso plantio. Claro que tem muda que está mais atrasada, pequena… Mas em breve estarão enormes também e tudo vai dar certo.

Bom, a novidade é que já estamos trabalhando em outro 1ha de terreno plantado! As mudas já estão no chão (desculpe pela “traição” de até agora não ter relatado isso em detalhes) e em breve tiro fotos e relato nossa evolução. O tempo está muito corrido para nós nesse primeiro mês do ano…

Estamos correndo contra o tempo para eliminar as pragas (formigas e cupins) e plantar tudo agora na época de chuvas (repor aquelas que morrerem, inclusive). Já está tudo bem encaminhado! Estamos com essa pressa toda porque esse novo plantio não terá irrigação.

Bom… essa é a posição sobre nossas evoluções. Trago fotos em breve sobre como está esse novo plantio e o que já gastamos com ele.

Abraço e ótimo plantio a todos em 2010!!!!!

Ponteira das mudas em ótimo estado

Quero mostrar nesse artigo a situação das ponteiras (ápices) das espécies que plantamos em nosso projeto.




Como já citado várias vezes, plantamos mudas de guanandi, cedro australiano e mogno brasileiro. Já se passaram quase 7 meses de plantio no solo, pouco mais de 1 ano e meio de projeto desde o plantio das sementes.

Como podemos ver, as fotos abaixo ilustram bem a saúde de nossas plantas (idade média de 1 ano desde a germinação):

Ponteira (ápice) - cedro australiano

Cedro Australiano

Ponteira (ápice) - Guanandi

Guanandi

Ponteira (ápice) - Mogno Brasileiro

Mogno Brasileiro

Como dica de leitura sobre plantio consorciado, leiam o artigo:

Assis Brasil Guimarães Neto , Jeanine Maria Felfili, Gilson Fernandes da Silva, Lucas Mazzei, Christopher William Fagg e Paulo Ernane Nogueira (AVALIAÇÃO DO PLANTIO HOMOGÊNEO DE MOGNO, Swietenia macrophylla King, EM COMPARAÇÃO COM O PLANTIO CONSORCIADO COM Eucalyptus urophylla S. T. Blake, APÓS 40 MESES DE IDADE).

Abraço a todos!

Tomate entre as espécies de árvores e crescimento das mudas!

E foi Tomate mesmo o escolhido para ser plantado, inicialmente, entre o Mogno Brasileiro, Guanandi e Cedro Australiano. Será um teste inicial.

Eu e Gustavo tínhamos pensando em várias possibilidades de plantio há algum tempo atrás, mas Gabriel já chegou querendo plantar Tomate mesmo entre as espécies de árvores plantadas. E já chegou também trazendo sementes de uns Tomates que ele anda trabalhando na tese de Doutorado dele de Lavras (UFLA-MG) sobre melhoramento genético.

 


Os pés de tomate já estão ótimos e com uma evolução muito boa. Não tem um pingo de remédio sobre eles, ou seja, é ficar maduro e comer sem problemas! Se essa idéia vingar mesmo, iremos pensar na venda para lojas de produtos orgânicos aqui de Belo Horizonte… Mas isso são apenas idéias (ainda).

Abaixo segue algumas fotos do plantio de Tomate entre o Mogno Brasileiro. Esse verde mais intenso, rasteiro, é capim querendo se animar com as últimas chuvas. Teremos que fazer manutenção disso, se necessário:

Plantio de Tomate entre as espécies de árvores.

Gabriel estaquiou o plantio de Tomate com bambú:

Tomates e Mogno Brasileiro

Daqui alguns dias devemos já colher alguns tomates. Assim que isso acontecer, informamos sobre a qualidade deles. Se alguma praga acometer também, comento aqui no Blog num próximo artigo.

Enquanto isso, as espécies de árvores estão crescendo muito bem. Dêem uma olhada no maior exemplar que temos no nosso plantio:

Altura do nosso maior pé de Mogno Brasileiro até então...

Eu tenho uns 1,75m de altura. Esse Mogno Brasileiro aí está com seus 1,65m (contando com o tempo de muda no saquinho, tem no total 1 ano e 3 meses aproximadamente). O crescimento está bom. Tirei outras fotos que ilustram melhor o incremento de madeira que anda tendo (caule ainda bem novo, claro), mas que já demonstra bem a evolução. Se visualizarem aí alguns artigos anteriores perceberão que o incremento está ótimo!

Caule um pouco mais grosso que a mangueira de gotejamento agora.

Irei demonstrar no próximo artigo como estão boas as ponteiras das mudas plantadas. Por enquanto (graças a Deus) nenhum sinal de pragas que possam vir a atrapalhar nossos cronogramas.

Caso mudemos de idéia sobre o que plantar entre as espécies de árvores também, informamos a vocês aqui e explicamos o porquê de escolhermos outra opção.

Abraço a todos e obrigado pelos e-mails que temos recebido de elogios. Nosso trabalho é feito com a ajuda de todos, por isso não deixem de contribuir também com o relato de vocês!

E o espaço que tem entre as mudas?

 

Esse final de semana (08/08/2009) eu e Gustavo vistoriamos o sistema de irrigação novamente (sempre que vamos a fazenda fazemos isso). Gabriel já havia feito há algumas semanas atrás e inclusive substituiu algumas mudas.

Gustavo também viu algumas mudas ruins e já substituimos. Isso tem acontencido principalmente com as de mogno brasileiro. Não por serem frágeis, mas pelo sistema de irrigação algumas vezes ficar um pouco fora do lugar e pingar uns 30 cm fora da planta justamente onde o mogno brasileiro foi plantado.

 


Como já dissemos, a mangueira do gotejo parece se mexer e acomodar a medida que o tempo vai passando (sol, pressão interna da água etc) e isso acaba tirando-as da posição correta… mas vamos corrigindo isso sempre até acertar. Isso não tem prejudicado boa parte não…só acontece com algumas mudas (principalmente as últimas que foram plantadas………)

Mas, nesse artigo, gostaria de falar sobre o que a gente poderia já pensar em plantar entre os corredores de mudas. A pergunta então é essa que está no título: “E o espaço que tem entre as mudas”, ou seja, e os corredores?

Como já mostrado anteriormente, é fácil perceber o espaço reservado entre os mudas. Já estávamos pensando em cultivar algo entre os corredores de mudas…mas o que seria? Até deixar o próprio capim crescer para gado poderia ser uma idéia (depois das árvores crescerem, claro!). Mas qual seria a mais viável?

Andando pelo plantio, veja só o que acho, junto a uma muda de guanandi:

Em um primeiro olhar vocês podem dizer: “meu filho, isso é mato…arranca isso porque está sufocando seu guanandi!” Mas que nada, sô. Tá crescendo aí é um pé de tomatinho do bão.

Então já veio a cabeça: por que não plantar desse tomate daqui um tempo? Ou deixar esse braquiária aí crescer para o gado? Ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Eu e Gustavo ficamos discutindo a respeito das possibilidades e o que seria mercado consumidor interessante para vários tipos de plantios diferente no meio daquelas mudas de árvores grandes.

Bom…ao final ficamos com muitas idéias e os tomatinhos que viram aí foram surrupiados do pé e foram para nossos pratos no almoço.

Ha, para dizer que não mostrei uma muda em desenvolvimento, abaixo segue um pé de cedro australiano crescendo a todo vapor:

Bom…essa foi nossa prosa do final de semana… Apesar de muito caminho a trilhar ainda, já estamos pensando nesse espaço vazio existente entre os corredores de mudas. É importante sempre pensarmos na vialização do que temos com inteligência e respeitando a natureza. Ao final, todos saem no lucro.

Abraço a todos e boa semana!