Situação em junho/2012 do primeiro plantio realizado (Guanandi, Cedro Australiano e Mogno Brasileiro)

Olá companheiros que dão duro em seus projetos de plantio por todo o Brasil (e pelo que ando vendo pelos acessos de nossos visitantes, tem gente nos acompanhando no mundo inteiro!)

Faz algum tempo que não escrevo sobre o primeiro plantio que fizemos, então estão aí algumas fotos da atual situação (em junho/2012).




As primeiras fileiras, onde utilizamos mudas plantadas a partir de sacos plásticos grandes, estão bem maiores que as demais. Isso por certo aconteceu pelo fato de terem se desenvolvido muito bem quando novas. Suas raízes já estavam bem maiores que as mudas plantadas a partir de tubetes.

Os examplares mais próximo a cerca são os mais desenvolvidos e vieram de sacos plasticos grandes, quando mudas:

Árvores em torno de 4 metros em média. Algumas com 5 metros.

As mudas menores, plantadas a partir de tubetes e, claro, com desenvolvimento bem inferior com relação as de sacos plástico, podem ser notadas um pouco mais ao fundo, como mostra a foto abaixo:

Mudas mais ao fundo (plantadas a partir de tubetes), com desenvolvimento atrasado com relação as plantadas a partir de saquinhos plásticos

A irrigação parou de ser feita e soltamos gado na pastagem para assegurar um controle sobre o braquiária que cresce muito ao redor, principalmente em períodos de chuvas frequentes. Estamos assim com um pasto exatamente como queríamos: espécies de árvores nativas de bom valor agregado e em desenvolvimento, e o pasto ativo para utilização com gado. O terreno não está parado (atividade agrosilvopastoril).

Nesse momento houve rotação dos bezerros que estão engordando e não tirei fotos deles comendo… seria o ideal para ilustrar. Mas, é fato que esse braquiária está mais baixo por eles estarem comendo nesse piquete.

Abaixo outra foto das árvores em crescimento. A direita temos um eucalipto de uns 12 metros de altura. Queremos ver todas as árvore do tamanho desse eucalipto (com caule mais grosso que o do eucalipto, claro!)

Mogno Brasileiro com 5 metros. A direita, um eucalipto antigo que temos como referência de altura. Ele tem uns 12 metros.

Eventualmente realizamos adubações com NPK. Não fizemos mais adubações foliares. A praga do mogno (lagarta) não atacou nesse ano e as mudas atacadas no ano passado estão se recuperando muito bem. Tivemos uma quantidade expressiva de árvores atacadas pelo praga, mas poucas realmente vieram a morrer ao final. Agora com relação as formiga….putz…..as formigas………………..

Os Cedros Australianos foram e são atacados por formigas a todo o tempo… e SEMPRE fazemos controle. Mas a luta é grande e interminável. Como sempre digo: a gente dorme, mas as formigas não! Então tem que ficar experto e não vacilar. Tem que andar dentro da área plantada e jogar remédio, além de andar num bom perímetro fora da área.

Os Guanandis tem o crescimento muito lento, impressionante. Mas dentre os percentuais de perda de mudas, os Guanandis tiveram o menor. Com certeza é uma ótima opção de plantio para o cerrado brasileiro, apesar da demora no crescimento. Elas estão “em casa” aqui nos solos de Minas Gerais, pelo menos é o que percebo, e nada as atrapalha (pragas, etc). Inclusive nesse ano, mesmo com 2 metros de altura, já deram frutinhos! Foi bacana ver essa cena!

O sistema de irrigação que fica ao lado desse plantio está sendo usado para outras finalidades. Os canos secundários da irrigação (que passavam no pé das plantas e gotejavam) foram retirados.

Bom. Essa é a situação do nosso plantio. Espero que tenham gostado das notícias. É bastante interessante ver as primeiras fotos do Blog com as mudas plantas e agora ver essas… A coisa está evoluindo!

Como havia citado em artigos anteriores, fizemos mais 2 plantios, ambos de Cedro Australiano. O primeiro não deu certo, pois optamos por um terreno inviável de utilizar irrigação e tivemos problemas sérios com cupins e formigas. Com era mais longe da casa e não demos a atenção necessária, perdemos praticamente tudo.

O segundo plantio de Cedro Australiano está indo até bem. Plantamos em um terremo próximo da casa onde ficamos, pedregulhado e também estamos fazendo algumas experiências. Não está tendo irrigação. Se der certo, talvez iremos plantar mais nesse tipo de terreno (pois lá em casa tem uma parte grande, morrada e de cascalho). Se tivermos sucesso, essa área será finalmente produtiva para a fazenda.

Em breve quero postar fotos desse último plantio de Cedro Australiano.

Abraço a todos e continuem conosco!

18 thoughts on “Situação em junho/2012 do primeiro plantio realizado (Guanandi, Cedro Australiano e Mogno Brasileiro)

  1. Olá, José Renato.

    Não fizemos nenhum tipo de aplicação de remédio nas mudas para acabar com a broca, em nenhum momento. Nosso plantio tem uma fila de mogno brasileiro e outra de cedro australiano. Foram plantadas inicialmente em torno de 650 mudas (contando mognos, cedros e guanandis, esses iniciando sempre as filas), ou seja, não é um plantio em área muito extensa.

    Creio que essas duas variáveis (plantio com espécies diferentes/intercaladas, e não muito grande e adensado) foram importantes para que o ataque da broca não fosse tão arrasador.

    A broca atacou e perdemos poucas árvores. As que sobreviveram estão bem saudáveis. Por certo o ápice das plantas atacadas foi desviado e consequentemente não haverá um tronco tão reto no momento do corte final dessas árvores, mas como isso aconteceu bem na parte superior desses exemplares (e o ataque não desceu tanto de cima para baixo no caule) creio que os troncos também não ficarão tão comprometidos.

    Essas são avaliações minhas. Não estou totalmente certo quanto a essa teoria. Daqui alguns anos veremos realmente no que deu. Vou tirar foto desses ataques demonstrando como ficou o caule refeito. (isso dá um bom assunto para o próximo artigo, inclusive!)

    : )

    O resto das mudas não acatadas estão em perfeito crescimento. Algumas estão menores que as outras, mas como disse, isso acontece em função de terem sido produzidas em tubetes.

    Espero ter ajudado.

    Abraço e continue conosco!

    • Ola Guilerme.
      Gostei muito do seu trabalho e dedicacao. vc ta mandando bem cara.
      Tem sido de muita valia pra mim ver os seus posts pois ha muita propaganda
      e vejo que no seu caso vc nao tem uma bandeira do tipo K. ivorense ou qualquer
      outra entao vc ta mesma de todos que amam a natureza e quer obter o melhor
      sem prejuizos para outrem.
      assim desejo tudo de bom para si, muito sucesso e que o seu manejo possa render-te bons frutos no future.
      Eu moro em Hong Kong e tenho 200ha em Minas Gerais proximo a Valadares que estou pensando em plantar de 10-15ha em madeira de Lei.
      Tenho acompanhado na net os problemas que todos enfrentam, conclui que ainda e tudo muito experimental mas gostei pois ha um desafio pela frente rsrsrs.
      Vou ao Brasil em Janeiro ou Fevereiro e gostaria muito de poder conhecer uma ou mais plantacoes inclusive a sua se possivel.

      Fico no aguardo.
      Abraco
      Joao Ramos

  2. Eu tive mudas de mogno africano atacadas por formigas/grilos e outras pragas, e algumas tiveram o fuste/tronco decepado. Mas como elas eram ainda muito novinhas, elas se recuperaram e ficaram perfeitas novamente. Parece que não precisa se preocupar tanto assim com essa curva que vc teve por causa do ataque da broca. Não é nada que no decorrer de alguns anos, não vá sumir, ou se tornar muito sutil.
    A minha plantação está com 1 ano e meio, e as árvores estão mais ou menos desse tamanho aí. De vez em quando entram algumas vacas lá, mas se puder esperar eu aconselho. Recentemente tive alguns problemas. Não sei se alguma foi coçar a cabeça ou algo parecido, mas apareceram muitos troncos raspados, e feridos, e alguns tombados com galhos quebrados. Bicho irrequieto.

  3. Olá,
    Uma ideia a respeito do sistema agropastoril é esperar o terceiro ou quarto ano para introduzir o gado, justamente para evitar problemas com quebra de árvores.
    Os sistemas mais viáveis para pequenos produtores no Sistema Agrossilvipastoril (SAF) é plantar milho nas entrelinhas no primeiro ano, uma vez que vc consegue negociar qualquer quantidade de milho. No segundo ano introduzir alguma leguminosa, como soja ou feijão (feijão mais indicado para pequenos produtores), pois as leguminosas estão em consórcio com bactérias que fixam nitrogênio no solo, melhorando a qualidade do mesmo e reduzindo custos de adubação.
    No terceiro ano deve ser introduzida a pastagem, e no quarto ano inseridos o rebanho, que pode ser tanto bovino quanto caprino.
    Toda árvore plantada em espaçamentos maiores, eventualmente necessitaram de desrama (desgalha), já que quando espaçadas não acontece a desrama natural, claro que quando o objetivo for produção de madeira para serraria.

  4. Olá, Heitor.

    Nosso tempo de plantio está nessa faixa mesmo, Heitor. Não realizamos esse plantio tão diversificado entre as árvores, mas por certo é muito interessante.

    Chegamos a plantar quiabo e tomate, no início e tivemos sucesso (não em todas as linhas, apenas algumas).

    O negócio é não manter a terra parada e ao mesmo tempo ir repondo nutrientes, como você mesmo disse.

    Isso é o mais bacana!

    Mais dicas aí, gente?

    Vamos contribuir! Valeu Heitor!

    Abraço!

  5. gostaria de saber se seria viavel plantar o mogno africano em meu sitio no agreste de pernambuco em alto da serra com cerca de 800 metros de altitude e com pouca incidencia de chuva?

    Desde já agradeço a atenção

    • Cleyton, provavelmente você poderá plantar o mogno africano da espécie Khaya senegalensis, visto que ele (também conhecido como “dry mahogany”ou mogno de terras secas) resiste muito bem ao regime baixo de chuvas. Na austrália foi a solução para as grandes áreas com precipitações anuais de 600 a 800mm anuais. Verifique mais a fundo esta espécie priincipalmente em sites australianos que já o cultivam há um certo tempo.

  6. Eu plantei cerca de 500 mudas no ano passado, no começo tambem tive muito problema com formiga e grilo, mas um produto q comprei p o controle de cupim em outra cultura, resolveu o problema. É STANDAK, tem como princípio ativo o CLAP, é só fazer uma aplicação mensal de 10ml/20L, junto estou misturando o decis.
    Meu plantio está muito desigual, tem arvores com mais de 2m e outras com pouco mais de 1m. Eu pergunto, vc fez uso de micronutrientes ou só usou NPK?

  7. Olá gente, estou na duvida como muita gente em qual trato se aventurar…
    Tenho 4 hect livre na regiao serrana do ES (750mts altitude) e estou na duvida entre cedro australiano ou mogno africano.
    Meu interesse no momento nao é a planta que “mais dá dinheiro” e sim a que “menos dá trabalho”.

    Qual recomendam?

    Em comparaçao: qual o espaçamento usado no cedro e qual no mogno? achei mudas de mogno a R$ 3,00 e de cedro a R$ 0,30… 10 vezes mais caro, será 10 vezes melhor?

    sds,
    Eduardo ( dudulocatelli@gmail.com )

  8. CARO COLEGAS EMPOLGADOS COM MADEIRA NOBRE.

    Meu nome é Rinaldo,eu tenho uma fazenda em vitória de Santo Antão na zona da mata de pernambuco com chuva anual de 1200 mm,é uma área de pastagem dividida em 17 piquetes de aproximadadente 3 hectares cada um,em 2011 plantei o primeiro piquete de mogno Brasileiro no início das chuvas sem irrigação tive uma perda de aproximadamente 30% por falta de água no verão e esse ano replantei esse piquete e plantei o segundo piquete intercalando mogno Bralileiro,teca e guanandi com irrigação por gotejamento,o mogno com um ano está com aproximadamente 80cm,até o momento o mogno não foi atacado pela broca.
    pretendemos plantar um piquete por ano por um período de 17 anos,até extrair a madeira do primeiro piquete,após 2 anos vamos remover a irrigação e soltar bezerros no piquete e com 3 anos já pode soltar boi para comer o capim,formando assim uma integração floresta pecuária.

    RINALDO.LUCENA@HOTMAIL.COM

  9. parabens pelo blog. Estou com uma grande duvida, se semeio as sementes diretamente nos saquinhos ou se preparo um viveiro com areia para depois fazer o transplante. Pela sua experiencia o que me diz?

  10. Guilherme,
    Pelo que me passaram, não é aconselhado desgalhar os mognos. Eu nunca desgalhei. As folhas mais velhas repassam alguns nutrientes para as folhas mais novas. E como nos mognos, existe um bom desgalhamento natural, eu achei melhor não desgalhar. A não ser quando esses galhos são bifurcações, aí eu corto, para eliminar os meristemas secundários.

  11. Meu nome é Alex e tenho um sitio de 50 hectares em Luziânia-GO, fica próximo a Brasília.
    Estou querendo fazer o plantio de mogno africano, mas ainda estou com receio. O investimento e alto.
    O que me preocupa e o fato de só ver noticias boas, não vi nenhum comentário negativo.
    Este otimismo é a realidade?
    A probabilidade de algo errado e pequena?
    Nesse momento qual o preço do m³ do Mogno Africano e qual o mercado comprador?
    Obrigado.

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